SUSPIRIA DE PROFUNDIS: ARTIFÍCIO, MELANCOLIA E CRIAÇÃO EM CHARLES BAUDELAIRE

Cassio Brancaleone

Resumo: Este pequeno e modesto ensaio pretende, à luz de elementos oriundos da clássica Teoria dos Humores de Hipócrates e Galeno, alçar uma interpretação dos principais argumentos contidos nos textos de Charles Baudelaire Paraísos Artificiais e Do Vinho e do Haxixe como uma releitura aristotélica do problema do gênio e das potências criadoras, manifesto pela ação da bile negra ou de drogas estimulantes como o haxixe, o ópio e o vinho, bem como refletir sobre sua relação com um projeto e uma visão de homem/humanidade promovidos pela cultura renascentista, retomados e ressignificados pela modernidade através da noção de autonomia da vontade.

Palavras-chave: Charles Baudelaire. Teoria dos Humores. Ação Criativa. Modernidade

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